Pesquisar este blog

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Exortação à Igreja

 Extraído do Livro MENSAGENS REVELADAS - Volume 2 -  Pág: 55

 - Bispo Emir Castro de Macedo

Exortação à Igreja

Nestes dias calamitosos, há muitos corações confusos. Eles tentam encontrar uma solução rápida e fácil; ignorando os preceitos divinos, sua paciência, sua infinita sabedoria e o intenso cuidado como Pai celestial pelos filhos. Os homens buscam o auxílio dos outros homens e, nada encontrando, buscam as forças do mal, envolvendo-se nas malhas do maligno. Entretanto, a Palavra de Deus, que não falha, nos afirma que Satanás é um inimigo derrotado. O Senhor Jesus Cristo o derrotou na cruz do Calvário, morrendo em nosso lugar. Não existe maior amor do que este. Os que dão crédito à mentira e ao engano são adeptos do adversário que é chamado pai da mentira. As armadilhas começam com o descrédito à Bíblia, a crítica à verdadeira obra da Palavra e do Espírito. Para onde iremos nós, Senhor, bradavam angustiados os discípulos, se só tu tens palavras de vida eterna? Sim, amado, para onde iremos? Somente Ele dá paz, sossego, tranquilidade e perdão completo de todas as nossas faltas.

            “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” – Romanos 8:1.

            O livramento dos males do presente século vem através de uma só pessoa: Jesus Cristo, o único Senhor e Salvador. Felizes são os que NELE confiam. Não devemos exigir do Senhor um dilúvio de emoções. Não nos aproximemos dele com um juízo previamente formado a respeito daquilo que desejamos e determinamos, porque Deus sabe melhor do que nós, o que nos deve dar. Aceitemos mansamente o que Ele julgar melhor. Paulo teve tão admiráveis manifestações de coisas espirituais, que necessitou de um espinho na carne para não se exaltar e entender que em tudo devia dar graças.

Em II Coríntios 12, o apóstolo Paulo narra sua forte experiência nesse sentido. Nos versículos 1-6, ele diz que Deus o levou ao terceiro céu, deu-lhe visões e revelou-lhe o mistério da Sua vontade e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. No versículo 7, lemos: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte”. Paulo, por três vezes, orou a Deus, pedindo-lhe que tirasse aquilo, ao que Deus lhe respondeu: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Graça abundante na fraqueza não é esperar que o Senhor tire o espinho da carne, e sim que aumente a comunhão com Ele – o transbordar de graça. Que glória! Paulo reconheceu então que quando era fraco, aí é que era forte, pois o poder de Deus podia operar nele (versículo 10), vivendo inteiramente na dependência de Deus.

            O Senhor nos livre do orgulho espiritual e da exaltação e satisfação do ego.

            O crente ególatra é habitado pela carne e pelo Espírito, e nunca permite a plenitude do Espírito. A vida do “eu” protesta clamorosamente contra a plenitude do Espírito da Palavra e se opõe à inteira submissão de nossa vida ao Senhor. O egoísmo é a fortaleza da carne. O que o Espírito mais deseja é aquilo ao que a carne mais resiste. Permitamos, de uma vez para sempre, amados, que a selvagem, perturbadora e apaixonada resistência do “eu”, seja esmagada pela mão poderosa do Senhor Jesus.

            Que maravilhoso será o dia em que, compungidos pelo Espírito da Palavra, pudermos dar o seguinte brado de vitória, despojando o Ego de sua posição de domínio: “Senhor Jesus, eu abraço a tua vontade para sempre, renunciando a todos os meus planos e propósitos, todos os meus desejos e esperanças. Leva de mim tudo o que precisares. Manda-me o que desejares que venha. Conduza-me para onde quiseres. Revela-me tudo o que achares que eu deva abandonar, capacitando-me para a ação da vitória. Eis-me presente para fazer a Tua vontade que conheço e não ultrapassar os limites da Tua poderosa Palavra que é perfeita e suficiente. Amém!”

            Quantos erram, rebelando-se e não reconhecendo aqueles que foram dotados da autoridade divinamente instituída por Deus para conduzir o rebanho do Senhor nos princípios de obediência de sua poderosa Palavra. O exemplo de Judas Iscariotes que, rebelando-se a troco de dinheiro contra a autoridade divina, pôs a sua confiança numa corda fraca, ficando por algum tempo pendurado entre o céu e a terra, enquanto as traiçoeiras rochas pontiagudas o esperavam ansiosamente para despedaçar o seu corpo e sua carne, que não se deixaram dominar pelo poder da Palavra. Jesus foi pendurado entre o céu e a terra. Desceu à sepultura, deu o brado de vitória sobre o inferno e a morte. Levantou a pedra com o selo do governo romano que procurava mantê-lo embaixo; e é a Pedra Angular da igreja. Ele nos selou com o seu Santo Espírito. Que diferença!

            A nossa postura deve ser confiar nele, certo de que Ele reside em nós. Deixemos que o Espírito Santo trabalhe em nós até que Ele possa trabalhar por nós, reconhecendo que o ouro só pode ser distribuído com real valor, depois de purificado das escórias. Quando o homem velho é expulso, o novo é introduzido.

            Amados, não permitamos que a nossa vontade para submissão seja um processo, mas um ato definitivo, realizado de uma vez para sempre, e, como tal, satisfazendo a Deus. Sigamos o exemplo do patriarca Jó que, num só dia, tornou-se um homem arruinado. Ele não sabia da vontade permissiva de Deus, todavia, após perder as riquezas e os filhos (Jó 1:13 19), sua reação foi: “... então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, raspou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei. O senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” – Versículos 20 e 21. O segundo assalto de Satanás foi contra a saúde de Jó, atacando-o com tumores malignos desde a planta dos pés ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se, provocando o descontrole total de sua mulher, levando-a a uma nefasta reação contra Deus, sugerindo que Jó amaldiçoasse a Deus e morresse. Novamente, Jó resiste, não pecando com os seus lábios – Jó 2:1. Finalmente, foi abandonado pelos amigos que o acusam de pecado. Contudo, no capítulo 17:3, encontramos algo maravilhosíssimo: “Dá-me, pois, um penhor, sê o meu fiador para contigo mesmo”.

            Em Jó 42:5-6, já completamente esvaziado, no “ponto zero”, viu, como pela revelação, Jesus, e, como não se rebelou, pôde experimentar a vitória, o coroamento das provações – Jó 42:10.

            Sábio é aquele que usa o seu vaso de prata como se fosse barro. Não menos sábio é aquele que usa o seu vaso de barro como se fosse de prata.

            O interior de Jó se fortalecia, enquanto o exterior se corrompia.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

A Parábola da Grande Ceia

 Extraído do Livro Tudo Novo -  Pág: 11

 - Bispo Emir Castro de Macedo

A parábola da Grande Ceia

         “Ora, ouvindo tais palavras, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus. Ele, porém, respondeu: Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos. À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado. Outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado. E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir. Voltando o servo, tudo contou ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa. Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.” Lucas 14:15-24

         Nota:

         Jesus compara o reino de Deus a uma grande ceia, que já está preparada.

         Deus honra os homens com seu convite. É uma afronta desprezá-lo. Entretanto os convidados procuram eximir-se da responsabilidade de comparecer à ceia, por que preferem apenas ver terrenos, a entrar no reino. Preferem trabalhar tão somente, no que é transitório, rejeitando o eterno.  Preferem buscar um casamento que participa do mundo, às bodas no Céu.

         O que podemos entender que rejeitar o convite é uma decisão que perdura por toda a eternidade.

         O que aprendemos com estas desculpas: Comprei um campo, comprei cinco juntas de bois e casei-me, são desculpas sem fundamento. Como estão as nossas desculpas para recusar o convite de Deus?

         Temos dado prioridade às coisas terrestres, fazendo com que elas ocupem o primeiro lugar em nossas ações e no coração?

         Quando as coisas de Deus são relegadas ou ficam em segundo lugar, na realidade insultamos a Deus. E de Deus não se zomba.

         Escusar-se – Eram desculpas falsas, demonstrando inversão de valores.

         Como comprar sem antes ver e experimentar? Ou ficar com a esposa, sem leva-la para a grande ceia? Lucas 14:26 - “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.”

         Nota:

         Entendemos que a ação do verbo aborrecer é amar menos, conforme lemos em Mateus 10:37-39 – “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.”

         Nota:

         Deve-se dar ao Senhor a preeminência (primazia).

         Tomar a cruz - O crente salvo por Jesus Cristo, carrega consigo a cruz da renúncia de si mesmo para servir unicamente a Cristo, mesmo até a morte, conforme lemos em Gálatas 2:19,20 – “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

Ainda queres descansar?

         Nota:

         Se o Senhor Jesus Cristo pelo Espírito vive em mim, o que também é possível para mim, pela fé, viver nele, como lemos em João 15:5 – “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”

Não cairá nos espinhos.

         Apocalipse 2:3-5 – “E tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.”

         Nota:

         O Senhor Jesus Cristo após mencionar nove ações destacadas e louváveis que achou na igreja em Éfeso, não podia desculpá-la da falta de amor. Há de se entender que apesar dos esforços ou grau de sinceridade, gravíssimo se torna o nosso estado espiritual se abandonarmos o primeiro amor, como aconteceu à Igreja em Éfeso. Enquanto o Senhor Jesus Cristo, o noivo permanecia ardente no Seu amor, a noiva igreja em Éfeso, esfriada, pensava abandonar talvez as suas ações, exatamente porque o Senhor havia abençoado sobremaneira, quem sabe, à vida do dirigente responsável pela igreja, a quem o Senhor se dirige?

         Urge então a pergunta. Estamos magoando o coração do Senhor, nosso Salvador, o qual nos ama ardentemente, deixando o primeiro amor? Há necessidade premente de entender que o amor interior não pode esfriar sem a vida exterior ruir.

         Estes são os que não mais se sacrificam em prol da causa do Senhor Jesus Cristo, conforme lemos em Romanos 12:2,3 – “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (grifo nosso)

         Nota:

         Não abandones o barco. Não naufrague. Amém.

 

Vigiai e orai!

 Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo Vigiai e orai! “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu pai o amará,...