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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Reflexão Sobre o Patriarca Jó

Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo 

Reflexão Sobre o Patriarca Jó

           Os amigos de Jó argumentaram que, sendo o sofrimento o resultado do pecado, e sendo Jó o mais aflito dos homens, ele deveria ser o mais ímpio de todos.

            Jó não havia pecado até a visita dos inconvenientes amigos. Estes, após condoerem-se dele e consolá-lo, sentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; sem dizer palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande. Eles não souberam entender o lamento de Jó e passaram a acusá-lo. Jó, indignado, contra-argumenta os amigos acusadores, que, sem amor e discernimento, atormentam o servo de Deus, profetizando pecado não existente, julgando-o impiedosamente. O próprio Senhor os acusou de erros – Jó 42:8.

            Há algum tempo, passei por experiência semelhante, quando alguém desejou infringir a uma pessoa amada da minha família, sofrendo há muitos meses de dores, pecado oculto, e querendo se colocar como Deus, e, Deus vingador e não misericordioso. O sangue de Jesus tem poder. Como é fácil julgar e bem mais difícil ajudar o sofredor em oração e até com recursos necessários.

            O único erro visível de Jó foi defender-se das acusações, usando a justiça própria. Por mais justo que seja o homem, não tem o direito de exigir coisa alguma de Deus, porque todos os homens são pecadores ante Seus olhos. Satanás trabalha nos extremos. Insinua que um homem é pecador, devido aos seus sofrimentos.

            Ao caluniar Jó, Satanás também ataca a Deus, porque suas palavras insinuam que Deus não pode desfrutar o amor desinteressado da parte do homem. Satanás acusa Jó, dizendo que ele só serve a Deus por conveniência. Jó viveu a confiança que Deus tinha nele. Vivamos assim.

Conclusão Sobre o Livro de Jó

            Jó 42:7 – A ira do Senhor sobre os amigos de Jó.

            Jó 42:10 – Mudou o Senhor a sorte de Jó quando este orava pelos seus amigos.

            Jó 42:5-6 – Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.

            Com a humilhação de Jó até o “ponto zero”, fica excluída para sempre qualquer ideia de sustentar os próprios méritos, sob qualquer providência de Deus. Em tudo dai graças.

O Maior Exemplo de Humilhação

            Filipenses 2:7 – “Antes a si mesmo se esvaziou assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana.”

            Gênesis 2.7 – “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

 

Texto Bíblico - Jó 42:1-10

¹ Então respondeu Jó ao Senhor, dizendo: ² Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. ³ Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. ⁴ Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. ⁵ Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. ⁶ Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.

⁷ Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Jó aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó.⁸ Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó.

⁹ Então foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o Senhor lhes dissera; e o Senhor aceitou a face de Jó.¹⁰ E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Beatitudes 3 – Os Mansos

Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo

Beatitude 3 – Os Mansos

             Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” Mateus 5:5

            Na época deste “Sermão do Monte”, o império romano dominava grande parte da terra. E, na Judeia, governava Pôncio Pilatos com vara de ferro e todos os judeus esperavam um Messias que derrubasse violentamente o jugo romano.

            Na época João Batista comovia todo o país com a notícia da chegada do Reino predito pelos profetas. Jesus de Nazaré aparece e comove o país, provando que ele mesmo e não outro era o prometido Rei. Mas ao anunciar o programa de Seu Reino, no Sermão do Monte, declarou que seriam os mansos que herdariam a terra. O Senhor Jesus Cristo não poderia anunciar uma coisa que pudesse esfriar mais o ardor daqueles que esperavam derrubar violentamente o jugo de Roma e restaurar o trono do herdeiro de Davi, em Jerusalém.

            O que entendemos?

            Todos, até então, estavam alicerçados num sistema político-religioso cuja origem era o primeiro Adão que pela desobediência transmitiu a toda a raça humana essa maldição de violência, corrupção, guerras, destruição, degradação moral e mortes. Tudo para possuir o que é transitório, natural humano, terrestre e mortal. Não podiam entender a transição para o Espiritual Divino, eterno e vida abundante.

            1 Coríntios 15:45-49“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.”

            1 Coríntios 15:53“Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.

            Nota:

            - O que temos alimentado, e, nos alimentado em maior proporção?

            - Alimentado o natural humano, transitório, terrestre e mortal?

            - Ou nos alimentado do Espiritual Divino, eterno e vida abundante?

            Necessitamos entender a transição do primeiro Adão para o Último Adão. Do velho Testamento para o Novo Testamento; tendo como alvo a estatura de Cristo, seguindo as suas pisadas para sermos sarados debaixo de suas pisaduras.

            Jó 23:10-11“Porém ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro. Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele.

            É, seguindo as suas pisaduras que receberemos autoridade. Lucas 10:19“Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.”

            Os crentes carnais são indiferentes do modelo ensinado e exemplificado pelo Senhor Jesus Cristo, seguindo o pensamento do mundo que considera “Bem-aventurados os que defendem com violência os seus direitos.” Jesus diz: “Bem aventurados os mansos.”

            Para os carnais, a mansidão é sinônimo de fraqueza, enquanto os que andam no Espírito indubitavelmente sabem que as duas; fraqueza e mansidão são heterogêneas, isto é, provém de natureza diferentes. A mansidão é a graça que enfrenta e vence o ódio, a calúnia e a inimizade com domínio próprio e paciência. É o contrário da ira, da inveja, do interesse próprio e da vingança. Os corações mansos e humildes, não se irritam, seja qual for a provocação. Não exigem grandes coisas de seus semelhantes. Não lamentam quando os seus esforços são desprezados.

            2 Coríntios 10:1“Além disto, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas ausente, ousado para convosco...”

            Romanos 12:16-17 e 21“Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; a ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens... Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

            1 Pedro 2:19-21 e 23“Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas (grifo nosso) ... O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;

            Entendemos que a mansidão para com Deus consiste em aceitar todas as suas providências sem murmurar, sem perder o bom humor e nem dar lugar a qualquer investida de oposição.

            Em um dos muitos sentidos em que os mansos herdam a terra é quando apreciam livres de interesses as bênçãos dos vizinhos proprietários que o cercam, se regozijando em poder descortinar um belo panorama. Enquanto os seus proprietários cheios de ambição, mal podem apreciar o que possuem.

 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Povo de Deus – Israel & Igreja

 Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo

 

O Povo de Deus – Israel & Igreja

            Falamos muito do “povo de Deus”.

            Quem é o povo escolhido de Deus?

            Esse povo é composto de dois grupos: ISRAEL e a IGREJA.

Em Gênesis 22:17, Deus promete a Abraão: “Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia na praia do mar”. Estrelas – a descendência celestial e espiritual, a IGREJA. Paulo nos ensina bem claramente em Gálatas 3:29: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”. Pela fé em Jesus Cristo, tornamo-nos descendência de Abraão. A areia simboliza Israel (os israelitas), descendência natural ou terrena. Em I Coríntios 15:46, Paulo diz: “Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual”. A ordem pela qual Deus trabalha é, primeiramente, fazer algo na nação de Israel; depois, Ele prossegue com os eventos paralelos na igreja. Esses dois funcionam num relacionamento mútuo. Quando as coisas acontecem em Israel, há algo mais que corresponde a elas acontecendo na igreja.

            Portanto, ao examinarmos os acontecimentos em Israel e os acontecimentos na igreja, podemos ver um cumprimento simultâneo, duas trilhas paralelas do propósito divino, com ambas nos fornecendo evidências ou sinais do que Deus está fazendo. Para conhecermos os sinais dos tempos, temos de examinar primeiramente Israel e, em segundo lugar, a igreja. Primeiro, o que é natural; depois, o espiritual. Assim procedendo, chegamos à notícia de grande alegria: Jesus está voltando. Aleluia! Preparemo-nos para esse evento.

            Durante a primeira guerra mundial, o General Allenby, das Forças Armadas Inglesas, marchou sobre Jerusalém. Os ingleses ocuparam a região, tomaram o controle, e a Terra de Israel (apelidada de Palestina pelo Imperador Romano Adriano, em 135 d.C.) se tornou um Protetorado Britânico, após mais de 400 anos sob o domínio do Império Otomano (Turquia). Desse acontecimento, surgiu “A Declaração de Balfour”. A Inglaterra declarou que a Terra de Israel era uma terra natal para a qual os judeus do mundo inteiro poderiam emigrar. A maioria dos judeus não quis regressar. Eram muito prósperos e estabelecidos, em sua condição de dispersos pelos cantos do mundo. Portanto, não houve muitos que aproveitaram essa porta que se abriu para a sua salvação. Não deram ouvido à promessa de Ezequiel 37:1. Deus abriu uma porta de fuga para eles, mas, infelizmente, não passaram por ela para entrarem em segurança na Terra de Israel, ocasionando a morte de seis milhões de judeus sob o domínio de Hitler na Segunda Guerra Mundial.

            A porta da graça está aberta; Jesus está voltando. Não deixemos que o laço do materialismo que custou a milhões de judeus a própria vida, venha nos envolver agora.

            Tudo que Deus faz é gerado. Não acontece simplesmente, mas é sempre gerado. Gênesis 1:2 diz: “Havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus pairava por sobre...” No hebraico, a expressão “pairava por sobre...” significa “chocava sobre”, como uma galinha cobrindo um ninho de ovos. Outra tradução poderia ser “tinha dores de parto sobre”, como uma mulher que está dando à luz uma criança. O Espírito de Deus teve dores de parto sobre as trevas, chocou-as, proporcionando uma grande renovação e restauração. Em Lucas 23:44 ao 46, vemos o brado de vitória de nosso único Salvador sobre as trevas, ocasionando os maravilhosos acontecimentos descritos em Mateus 27:51-54. Aleluia! Toda a obra, a verdadeira obra do Espírito, é gerada no útero da fiel obediência à Palavra, em constante oração e dores de parto da intercessão.

            Precisamos do trabalho de parto da oração intercessora para gerarmos o que Deus está querendo fazer. Foi isso o que Elias fez. Ele orou até que a palavra do Senhor se concretizasse.

            Esses são princípios importantes de entendimento espiritual. O que Deus faz, Ele gera através da intercessão do Seu povo. Devemos obedecer. “Obedecer é melhor de que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” – I Samuel 15:22. Quando Deus começa a falar conosco, a obediência é tudo o que Ele quer – nada mais. Ele não quer sacrifícios; Ele quer a obediência.

            Meus queridos, sejamos obedientes à Palavra do Senhor. AMÉM.

        A noite está avançada e os ataques se tornam cada vez mais intensos. Então, mantenha-se firme em Jesus e permaneça na posição de crucificado com Cristo – Gálatas 2:19 – até que Ele volte. Una-se em OBEDIÊNCIA de fé com o Espírito Santo, de forma que possa exclamar com Ele: “Vem, Senhor Jesus” – Apocalipse 22.20. Não leve em conta o ambiente hostil do presente século, que mostra que estamos no tempo do fim, e no qual presenciamos as maiores guerras e as mais profundas mudanças políticas e religiosas. O sistema se arma, e se torna essencial assentarmos no coração, agora, a não nos contaminarmos com coisa alguma do mundo. Essa é a única esperança para os que querem triunfar. Amém.

Reflexão Sobre o Patriarca Jó

Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo  Reflexão Sobre o Patriarca Jó             Os amigos de Jó argumentaram que, sendo o sofrimento o ...