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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Divinos Paradoxos – A Evidência do Contraditório

 Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo

            Divinos Paradoxos – A Evidência do Contraditório

Relação entre Davi e Jesus

            Davi matou um leão para que as ovelhas vivessem. Jesus é o Leão que morreu para dar vida às ovelhas. Davi livrou a ovelha para que ela servisse de alimento. Jesus é o Leão que morreu e é o alimento das ovelhas, para que elas vivam eternamente. A primeira, temporariamente, porque a carne da ovelha seria alimento para o homem. Jesus é o Leão que deu a vida e é o alimento das ovelhas, pois sua carne é verdadeira comida e o seu sangue, verdadeira bebida.

            Davi matou Golias cortando-lhe a cabeça, fazendo correr o sangue desse gigante. Davi foi carregado nos ombros do povo, obra humana, e após a vitória ainda foi um peso para os homens. Jesus fez correr o Seu próprio sangue e morrendo esmagou a cabeça da serpente. Nós não O carregamos nos ombros porque Ele tirou o fardo do homem, convidando-o: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...” Mateus 11:28.

            Em suma, após a vitória, o povo carregou Davi nos ombros, e nós, Jesus no coração. Davi, após a vitória – sendo oriunda do primeiro Adão, o homem natural – transformou uma mulher de família numa adúltera. Jesus, no poço de Jacó em Sicar, salva uma mulher adúltera, transformando-a em um membro de Seu corpo, a noiva do Cordeiro.

 A Graça e a Lei

            Na lei, a sentença de morte era exercida pelo mortal pecador. Na graça, a sentença de morte foi recebida pelo inocente imortal. Na lei, o que sai do homem para o homem é MORTE. Na graça, o que sai do Filho do Homem é VIDA. A vida do homem é morte para o homem. A morte do Filho do Homem é vida para o homem.

 Lei Espiritual

            Lei espiritual, santa: para o homem carnal pecador.

            Lei é vida. Revelava o pecado, e este causava morte.

            Lei: Boa, santa, continuava sempre o que era e é, boa e santa, que revelava despertando a evidência e o conhecimento do pecado. O homem pecador não conseguiu cumpri-la. Jesus, o Filho do Homem, inocente e sem pecado cumpriu-a, estabelecendo a graça.

            No Éden, o homem comeu a mistura da terra para satisfazer a carne, gerando a morte. Procurou a solução no VEGETAL, sem o sangue da vida, sem o interior, pois até o vegetal continuou a produzir as folhas, substituindo as que cobriam o pecado. Tudo isso em detrimento do mandamento do Senhor, em cuja palavra estava a VIDA de uma árvore espiritual, conhecida mais tarde em João 15 – A VIDEIRA VERDADEIRA.

            CAIM E ABEL: Os dois caminhos saídos do desvio do casal transgressor.

            CAIM, o mais velho, usou os mesmos subterfúgios para cobrir o pecado – CULTO SEM SENTIMENTO. Eram ofertas diversas, bem misturadas, sempre vindas de uma raiz, oriundas “de baixo”. Aparência do ego, disputando e concorrendo com o Divino Criador.

            ABEL: ofereceu o que tinha de mais precioso de suas ovelhas, a mais cuidadosamente tratada; era primícia. O que mantinha a sua vida era o sangue, o mesmo ingrediente que mantinha a vida da carne do ofertante. Não era fácil matar o MAIS PRECIOSO e depois se alimentar da VÍTIMA INOCENTE, após vê-la morrer, tendo sua mão sobre a cabeça do cordeiro (CORPO DESAMPARADO, CABEÇA AMPARADA). A lei sempre viva, perfeita, dava conhecimento ao pecador do que era mau, exigindo para cada satisfação do pecado na carne, a tristeza nesta mesma carne da morte do mais íntimo, do mais perfeito produzido, criado e cuidado pelo pecador. Tudo isso não para solucionar, mas apenas cobrir o pecado, que é o mal inerente ao pecador.

            Davi teve de enfrentar esse mal, agora visível na pessoa de Golias. De joelhos, junto ao ribeiro, escolheu cinco pedras lisas, representando os cinco livros (PENTATEUCO). Uma atingiu a parte vulnerável de Golias – SUA CABEÇA – jogando-o por terra. Sobraram quatro pedras idênticas. Mais tarde, utilizadas por MATEUS, MARCOS, LUCAS e JOÃO – os quatro Evangelhos. A primeira derrubou Golias em Socó, literalmente esmagou a cabeça do gigante; Jesus, espiritualmente e de fato, esmagou a cabeça da serpente no Calvário.

            O corpo de Golias caiu por terra, e é da terra, tendo reimplantada a mesma cabeça, que havia sido decapitada por Davi, material e espiritualmente pela cobiça e amor ao dinheiro que é raiz de todos os males.

 Conclusão

            Davi, tirando a cabeça de Golias, impede a ação do inimigo temporariamente, porque usou a espada do próprio Golias que separou o que logo em seguida se uniu. Jesus, no Calvário, por sua própria espada, por ser a Palavra que anunciou no Éden a morte, pela mesma Palavra, anula a morte e declara a VIDA.

 Os Sábios Loucos

            Quando o homem se declara a si mesmo louco, pode provar então a doçura da sabedoria divina. Para meditação: I Coríntios 3:18-23.

            “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente” – I Coríntios 2:14.

            É necessário ter a mente de Cristo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Reflexão Sobre o Patriarca Jó

Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo 

Reflexão Sobre o Patriarca Jó

           Os amigos de Jó argumentaram que, sendo o sofrimento o resultado do pecado, e sendo Jó o mais aflito dos homens, ele deveria ser o mais ímpio de todos.

            Jó não havia pecado até a visita dos inconvenientes amigos. Estes, após condoerem-se dele e consolá-lo, sentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; sem dizer palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande. Eles não souberam entender o lamento de Jó e passaram a acusá-lo. Jó, indignado, contra-argumenta os amigos acusadores, que, sem amor e discernimento, atormentam o servo de Deus, profetizando pecado não existente, julgando-o impiedosamente. O próprio Senhor os acusou de erros – Jó 42:8.

            Há algum tempo, passei por experiência semelhante, quando alguém desejou infringir a uma pessoa amada da minha família, sofrendo há muitos meses de dores, pecado oculto, e querendo se colocar como Deus, e, Deus vingador e não misericordioso. O sangue de Jesus tem poder. Como é fácil julgar e bem mais difícil ajudar o sofredor em oração e até com recursos necessários.

            O único erro visível de Jó foi defender-se das acusações, usando a justiça própria. Por mais justo que seja o homem, não tem o direito de exigir coisa alguma de Deus, porque todos os homens são pecadores ante Seus olhos. Satanás trabalha nos extremos. Insinua que um homem é pecador, devido aos seus sofrimentos.

            Ao caluniar Jó, Satanás também ataca a Deus, porque suas palavras insinuam que Deus não pode desfrutar o amor desinteressado da parte do homem. Satanás acusa Jó, dizendo que ele só serve a Deus por conveniência. Jó viveu a confiança que Deus tinha nele. Vivamos assim.

Conclusão Sobre o Livro de Jó

            Jó 42:7 – A ira do Senhor sobre os amigos de Jó.

            Jó 42:10 – Mudou o Senhor a sorte de Jó quando este orava pelos seus amigos.

            Jó 42:5-6 – Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.

            Com a humilhação de Jó até o “ponto zero”, fica excluída para sempre qualquer ideia de sustentar os próprios méritos, sob qualquer providência de Deus. Em tudo dai graças.

O Maior Exemplo de Humilhação

            Filipenses 2:7 – “Antes a si mesmo se esvaziou assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana.”

            Gênesis 2.7 – “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

 

Texto Bíblico - Jó 42:1-10

¹ Então respondeu Jó ao Senhor, dizendo: ² Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. ³ Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. ⁴ Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. ⁵ Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. ⁶ Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.

⁷ Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Jó aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó.⁸ Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó.

⁹ Então foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o Senhor lhes dissera; e o Senhor aceitou a face de Jó.¹⁰ E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía.

Divinos Paradoxos – A Evidência do Contraditório

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