Escrito por Bispo Emir Castro de Macedo
Ninguém pode afligir o povo de Deus, até que sua própria infidelidade o separe da proteção divina e, em tal caso, ninguém é fraco demais para afligi-lo.
A Parábola da Vinha
Isaías 5:1-7 - “Agora cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil. E cercou-a, e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas. Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas? Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derrubarei a sua parede, para que seja pisada; E a tornarei em deserto; não será podada nem cavada; porém crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercesse juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.”
A princípio,
formam um pequeno cântico de amor, que revela o prazer que Deus tem no novo
povo escolhido, e no fim, mostra a ingratidão daquele povo para com Ele, e suas
consequências conforme lemos em Lucas 20:18 – “Todo o que cair sobre
esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a
pó.”
Nota: Enquanto Israel
foi visto em termos de degeneração e destruição, falhando na missão de produzir
o fruto desejado; o Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Israel, substituindo
essa nação na missão de trazer salvação ao mundo, conforme vemos em Gálatas
3:16 – “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência.
Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à
tua descendência, que é Cristo.”
João 15:1 – “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.”
Nota: A nossa união com o Senhor Jesus Cristo, consiste em sermos membros d’Ele, como a videira e seus ramos.
Como membros de seu corpo, temos que evitar a falsidade em palavras, em ações, quando tudo é possível àquele que é instruído na verdade de João 8:32-36 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” É quando entendemos que os crentes que estão arraigados em Cristo, nunca têm direito de cair no desespero. Tudo que é oriundo da raiz que está no Céu é para sustento dos ramos. E quando estão fracos, então estão fortes, como lemos em 2 Coríntios 12:9,10 – “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.”
Colossenses 1:17,18 – “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a primazia (preeminência).”
Meu Pai é o agricultor
Foi o Pai quem plantou a videira. É Ele quem corta (castiga); É Ele quem limpa. Assim como a videira é para os ramos, assim o Senhor Jesus Cristo é a fonte que constantemente alimenta as ovelhas com a renovação do mais precioso alimento, o Pão Vivo que desceu do Céu, a Sua imutável Palavra.
João 15:2 – “Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.”
Nota: O alvo da Videira com a seiva da graça, de poder e de vida é o fruto. O ramo existe para produzir fruto, do contrário Ele o corta e lança fora. O que acontece com muitos crentes que tem a vida triste, mortos no murmúrio, na vaidade, na arrogância, e, não dão frutos, foram cortados e estão secos.
É o agricultor que limpa para produzir frutos mais abundante, é Ele que disciplina os que permanecem em Cristo. E se perseverarmos, seremos chamados amigos para participarmos das Suas revelações, e paz, e glória eterna na alma.
O que entendemos?
Que Jesus o Cristo imortal não recusou as leis da morte, cumprindo-as. Ele verdadeiro Deus, é também verdadeiro homem, o que se conclui que nessa união não há mentira nem engano.
É o que correspondem-se em uma unidade mútua, a humildade do homem e a excelsitude (sublime, muito alto e elevado) de Deus.
Nota: Jesus, como o Verbo de Deus não deixa de morar na glória do Pai, assim como a carne não deixa de pertencer ao gênero humano.
Em Cristo Jesus, há uma só pessoa, Deus - homem que é o princípio que comunica a ambas as naturezas, e, as ofensas, é diferente do princípio que lhes torna comum, a glória.
É como entendemos que em uma só Pessoa - Jesus, foram reunidas as propriedades de missão terrena na direção do Espírito Santo e na submissão espontânea assumida com o Pai, puras, irrepreensíveis e reunidas em uma só pessoa, a união de ambas as naturezas, quando vemos:
a) A majestade que assume a humildade;
b) A força que assumiu a fraqueza;
c) A eternidade que assumiu a mortalidade.
Conclusão
E para pagar a dívida da nossa condição, a natureza inviolável uniu-se à nossa natureza violável. Desta maneira, o único e perfeito Mediador entre Deus e os homens, o homem JESUS CRISTO pôde como convinha a nossa salvação e cura, por um lado, morrer e por outro lado viver nos proporcionando mediante um novo modo de nascimento, o renascimento no segundo e último Adão - JESUS.
O primeiro Adão pecou e desceu levando toda a humanidade a perda da glória de Deus.
O segundo e último Adão - JESUS, desceu para salvar os pecadores e fazê-los subir em Graça, e receber a restituição da glória perdida em razão do pecado.
RESUMO
- A Videira Verdadeira – Jesus a Palavra encarnada.
- Nós – Os ramos da Videira Verdadeira.
- O Pai - Deus – Colhendo os frutos do Espírito.
Na cruz do calvário, na hora nona, Jesus morre entregando o Seu Espírito.
- O segundo véu do Santuário, se rompe de cima para baixo, enquanto o véu se abre de baixo para cima na carne de JESUS. É o caminho para o Céu.
Deus que é Espírito Santo, se satisfaz com a redenção dos pecadores, e, com as dívidas e ofensas pagas a preço de sangue inocente do Cordeiro.
É quando a Lei e a Graça se beijam.
A Lei desce para abraçar o pecador até então rejeitado e conduzi-lo à Graça.
Todo o julgamento foi dado ao Filho, agora na posição de Juiz. O advogado foi feito Juiz.
Enquanto o Espírito que condenava, se tornou o advogado, intercessor e condutor dos pecadores remidos pelo sangue do Cordeiro ao advogado que julga segundo o seu escrutínio registrado no Livro da Vida. Ele Jesus, que sofreu e recebeu como paciente, a ação e cobrança nefasta de nossos pecados, agora será o agente de Apocalipse 22:13 – “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o último.”
Bênçãos para os que cultuaram racionalmente dentro dos princípios bíblicos e perseveraram até o fim. O Senhor Jesus o Alfa que agora se manifesta o ômega. Nós que o conhecemos como princípio de nossa única fonte vida na Palavra, com as bênçãos da perseverança estaremos com Ele no fim que na verdade não haverá mais caminhada do Alfa para o ômega, uma vez que o Princípio e o Fim se juntaram.
O princípio, confirmado na própria Palavra, haja luz que fez separação das trevas e nos posicionou em Provérbios 4:18 – “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”
Provérbios 22:4 – “O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida.”
AMÉM.
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